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Sita Rama

Sukadeva Goswami disse: O filho de Maharaja Khatvanga foi Dirghabahu, cujo filho foi o célebre Maharaja Raghu. De Maharaja Raghu surgiu Aja, e de Aja nasceu a grande personalidade Maharaja Dasaratha.

Ao receber orações dos semideuses, a Suprema Personalidade de Deus, a própria Verdade Absoluta, apareceu diretamente com sua expansão e expansões da expansão. Seus santos nomes eram Rama, Laksmana, Bharata e Satrughna. Como filhos de Maharaja Dasaratha, essas célebres encarnações apareceram então sob quatro formas.

Ó rei Pariksit, as atividades transcendentais do Senhor Ramacandra foram descritas por grandiosas pessoas santas que viram a verdade. Como ouviste repetidas vezes a respeito do Senhor Ramacandra, o esposo de mãe Sita, farei apenas uma descrição sucinta dessas atividades. Por favor, presta atenção.

Para manter intacta a promessa feita por Seu pai, o Senhor Ramacandra imediatamente abandonou a posição de rei e, acompanhado de Sua esposa, mãe Sita, vagou de floresta em floresta com Seus pés de lótus, que eram tão delicados a ponto de serem incapazes de suportar até mesmo o afago das palmas das mãos de Sita. O Senhor fazia-se acompanhar por Hanuman, o rei dos macacos, [ou por outro macaco, Sugriva], e pelo Seu próprio irmão caçula, o Senhor Laksmana, ambos os quais serviam para aliviar a fadiga que Ele sentia ao perambular pela floresta. Tendo cortado o nariz e as orelhas de Surpanakha, deixando-a, portanto, desfigurada, o Senhor perdeu a companhia de mãe Sita. Por conseguinte, Ele ficou irado, e franziu Suas sobrancelhas, e com isto amedrontou o oceano, que então permitiu que o Senhor construísse uma ponte para cruzá-lo. Em seguida, tal qual um incêndio que devora uma floresta, o Senhor entrou no reino de Ravana para matá-lo. Que esse Supremo Senhor Ramacandra proteja-nos.

Na arena do sacrifício realizado por Visvamrta, o Senhor Ramacandra, o rei de Ayodhya, matou muitos demônios, Raksasas e homens incivilizados que, à noite vagavam, influenciados pelo modo da escuridão. Possa o Senhor Ramacandra, que, na companhia de Laksmana, matou todos esses demônios, ser bastante bondoso para proteger-nos.

Ó rei, os passatempos do Senhor Ramacandra eram maravilhosos, como os de um filhote de elefante. Na assembléia onde mãe Sita deveria escolher seu esposo, Ele, em meio aos heróis deste mundo, quebrou o arco pertencente ao Senhor Shiva. Esse arco era tão pesado que eram necessários trezentos homens para carregá-lo, mas o Senhor Ramacandra esticou-o, dobrou-o e partiu-o ao meio, assim como um filhote de elefante quebra uma haste de cana-de-açúcar. Assim, o Senhor obteve a mão de mãe Sita, que possuía no mesmo nível de igualdade as qualidades transcendentais: forma, beleza, comportamento, idade e natureza. Na verdade, ela era a deusa da fortuna que, constantemente, repousa no peito do Senhor. Enquanto retornava da casa de Sita após revê-la na assembléia de competidores, o Senhor Ramacandra encontrou-se com Parasurama. Embora fosse muito orgulhoso de ter eliminado da Terra a ordem real vinte e uma vezes, Parasurama foi derrotado pelo Senhor, que parecia um ksatriya da ordem real.

Cumprindo a ordem de Seu pai, que estava atado por uma promessa à sua esposa, o Senhor Ramacandra deixou para trás o Seu reino, opulência, amigos, benquerentes, residência e tudo o mais, assim como uma alma liberada abandona sua vida, e, com Sita, foi para a floresta.

Enquanto vagava pela floresta, onde aceitou uma vida cheia de dificuldades, o Senhor Ramacandra, carregando nas mãos seus invencíveis arco e flechas, mutilou a irmã de Ravana, que estava tomada de desejos luxuriosos, cortando-lhe o nariz e as orelhas. Ele matou também seus quatorze mil amigos Raksasas, encabeçados por Khara, Trisira e Dusana.

Ó rei Pariksit, quando Ravana, que tinha dez cabeças sobre seus ombros, ouviu comentários acerca dos belos e atraentes traços de Sita, sua mente ficou agitada por desejos luxuriosos, e ele foi tentar raptá-la. Para afastar o Senhor Ramacandra de Seu asrama, Ravana enviou Marica sob a forma de um veado dourado, e ao ver aquele maravilhoso veado, o Senhor Ramacandra deixou Sua residência e seguiu-o até conseguir matá-lo com um flecha afiada, assim como o Senhor Shiva matou Daksa.

Quando Ramacandra entrou na floresta e Laksmana também se ausentou, o pior dos Raksasas, Ravana, raptou Sitadevi, a filha do rei de Videha, assim como um tigre captura ovelhas desprotegidas aproveitando-se da ausência do pastor. Em seguida, como se estivesse muito aflito devido à separação de Sua esposa, o Senhor Ramacandra caminhou pela floresta com Seu irmão Laksmana. Com isto, Ele mostrou com Seu exemplo pessoal a condição de uma pessoa apegada a mulheres.

O Senhor Ramacandra, cujos pés de lótus são adorados pelo Senhor Brahma e pelo Senhor Shiva, havia assumido a forma de ser humano. Assim, Ele realizou a cerimônia fúnebre de Jatayu, que havia sido morto por Ravana. O Senhor matou então o demônio chamado Kabandha, e após fazer amizade com os líderes dos macacos, matar Vali e propiciar a libertação de mãe Sita, Ele dirigiu-Se à beira-mar.

Após alcançar a praia, o Senhor Ramacandra jejuou durante três dias, enquanto esperava a chegada do oceano personificado. Ao ver que o oceano não aparecia, o Senhor manifestou Seus passatempos de ira, e pelo Seu simples olhar em direção ao oceano, todas as entidades que viviam dentro dele, incluindo os crocodilos e tubarões, ficaram tomados de medo. Então, o oceano personificado, temeroso, aproximou-se do Senhor Ramacandra, levando toda a parafernália utilizada no processo de adoração ao Senhor. Caindo a Seus pés de lótus, o oceano personificado falou as seguintes palavras.

Ó onipenetrante Pessoa Suprema, temos mente obtusa e não havíamos entendido quem éreis, mas agora sabemos que sois a Pessoa Suprema, o mestre de todo o Universo, a imutável e original Personalidade de Deus. Os semideuses sentem-se orgulhosos no modo da bondade, os Prajapatis se envaidecem com o modo da paixão, e o senhor dos fantasmas vangloria-se do modo da ignorância, mas sois o mestre de todas essas qualidades.

Meu Senhor, podeis usar minha água como desejardes. Na verdade, podeis cruzá-la e ir até a morada de Ravana, que é grande fonte de perturbação e pranto para os três mundos. Ele é filho de Visvara, mas é detestável como a urina. Por favor, ide matá-lo para depois reaver Vossa esposa, Sitadevi. Ó grande herói, embora minha água não represente nenhum impedimento à Vossa marcha à Lanka, por favor, construí uma ponte sobre ela para difundirdes Vossa fama transcendental. Ao tomarem conhecimento desta maravilhosa e incomum façanha de Vossa Onipotência, todos os grandes sábios e reis futuros glorificar-Vos-ão.

Sukadeva Goswami disse: Após construir uma ponte sobre o oceano, atirando na água picos de montanhas cujas árvores e outra vegetação haviam sido sacudidas pelas mãos dos grandes macacos, o Senhor Ramacandra foi até Lanka para libertar Sitadevi, tirando-a das garras de Ravana. Com a orientação e ajuda de Vibhisana, irmão de Ravana, o Senhor, juntamente com os macacos-soldados, encabeçados por Sugriva, Nila e Hanuman, entrou no reino de Ravana, Lanka, que anteriormente fora queimado por Hanuman.

Após entrarem em Lanka, os macacos-soldados, conduzidos por líderes como Sugriva, Nila e Hanuman, ocuparam todas as casas de diversão, celeiros, tesouros, entradas de palácios, pontes urbanas, assembléias, frontispícios de palácios e mesmo os pombais. Quando na cidade as encruzilhadas, plataformas, bandeiras e cântaros dourados colocados nas cúpulas foram todos destruídos, toda a cidade de Lanka parecia um rio assolado por uma manada de elefantes.

Ao ver as perturbações criadas pelos macacos-soldados, Ravana, o mestre dos Raksasas, convocou Nikumbha, Kumbha, Dhumraksa, Durmukha, Surantaka, Narantaka, outros Raksasas e seu filho Indrajit. Em seguida, mandou chamar Prahasta, Atikaya, Vikampana e finalmente Kumbhakarna. Daí, ordenou que todos os seus seguidores lutassem contra os inimigos.

O Senhor Ramacandra, ladeado de Laksmana e macacos-soldados, tais como Sugriva, Hanuman, Gandhamada, Nila, Angada, Jambavan e Panasa, atacou os soldados dos Raksasas, que estavam muito bem equipados com várias armas invencíveis, tais como espadas, lanças, arcos, prasas, rstis, flechas sakti, khadgas e tomaras.

Angada e outros comandantes dos soldados de Ramacandra enfrentaram os elefantes, a infantaria, os cavalos e as quadrigas do inimigo e arremessaram contra eles grandes árvores, picos de montanhas, maças e flechas. Assim, os soldados do Senhor Ramacandra mataram os soldados de Ravana, que perderam toda a boa fortuna porque Ravana fora condenado pela ira de mãe Sita.

Depois, ao perceber que perdera os seus soldados, Ravana, o rei dos Raksasas, ficou extremamente irado. Assim, subiu para o seu aeroplano, que estava decorado com flores, e foi ao encontro do Senhor Ramacandra, que estava sentado na refulgente quadriga trazida por Matali, o quadrigário de Indra. Então, Ravana tentou acertar o Senhor Ramacandra com flechas afiadas.

O Senhor Ramacandra disse a Ravana: És o mais abominável dos antropófagos. Na verdade, és igual ao excremento deles. Pareces um cão, pois, assim como na ausência do dono da casa, um cão rouba o alimento da cozinha, em Minha ausência, raptaste Minha esposa Sitadevi. Portanto, assim como Yamaraja pune os homens pecaminosos, também te punirei. És muito abominável, pecaminoso e descarado. Hoje, portanto, Eu, que jamais falho em Meus intentos, estou disposto a punir-te.

Após repreender Ravana com essas palavras, o Senhor Ramacandra fixou uma flecha em Seu arco, apontou para Ravana e disparou a flecha, que trespassou o coração de Ravana como um raio. Ao verem isso, os seguidores de Ravana fizeram um som tumultuoso, gritando: “Oh, não! Oh não! Que aconteceu? Que aconteceu?” enquanto Ravana, vomitando sangue por suas dez bocas, caía de seu aeroplano, assim como um homem piedoso cai dos planetas celestiais em direção à Terra, quando se esgotam os resultados de suas atividades piedosas.

Em seguida, encabeçadas por Mandodari, a esposa de Ravana, todas as mulheres cujos esposos tombaram na batalha saíram de Lanka. Chorando continuamente, elas aproximaram-se dos cadáveres de Ravana e de outros Raksasas.

Golpeando os seios, aflitas porque seus esposos haviam sido mortos pelas flechas de Laksmana, as mulheres abraçaram seus respectivos esposos e choravam lamuriantemente, e seus gemidos sensibilizavam a todos.

Ó meu senhor, ó mestre! Foste um problema para os outros, e, portanto, eras chamado Ravana. Mas agora que foste derrotado, também fomos derrotadas, pois sem ti, o Estado de Lanka foi conquistado pelo inimigo. E quem ele se refugiará?
*

Ó pessoa afortunadíssima, deixas-te influenciar por desejos luxuriosos, e, portanto, não pudeste entender o prestígio de mãe Sita. Agora, devido à maldição que ela lançou, foste reduzido a este estado, tendo sido morto pelo Senhor Ramacandra.

Ó prazer da dinastia Raksasa, devido a ti, o Estado de Lanka e também nós próprias agora não temos protetor. Através de teus feitos, tornaste teu corpo digno de ser devorado pelos abutres e tua alma digna de ir ao inferno.

Sri Sukadeva Goswami disse: Vibhisana, o piedoso irmão de Ravana e devoto do Senhor Ramacandra, recebeu os louvores do Senhor Ramacandra, o rei de Kosala. Então, ele realizou as cerimônias fúnebres em prol de seus membros familiares, a fim de salvá-los do caminho do inferno.

Em seguida, o Senhor Ramacandra encontrou Sitadevi sentada a uma pequena cabana, sob uma árvore chamada Simsapa, numa floresta de árvores Asoka. Magra e esquálida, ela sentia-se pesarosa devido à separação dEle.

Vendo Sua esposa naquelas condições, o Senhor Ramacandra encheu-Se de compaixão. Quando Ramacandra apareceu diante dela, ela ficou extremamente feliz ao ver seu amado, e sua boca de lótus expressava sua alegria.

Após dar a Vibhisana o poder de governar a população Raksasa de Lanka pela duração de uma kalpa, o Senhor Ramacandra, a Suprema Personalidade de Deus [Bhagavan], colocou Sitadevi num aeroplano decorado com flores e então Ele próprio subiu para o aeroplano. Tendo terminado o período de Sua permanência na floresta, o Senhor retornou a Ayodhya, acompanhado de Hanuman, Sugriva e de Seu irmão Laksmana.

Ao retornar à Sua capital, Ayodhya, o Senhor Ramacandra, ainda na estrada, foi saudado pela ordem principesca, que derramou sobre Seu corpo belas e fragrantes flores, enquanto grandes personalidades como o Senhor Brahma e outros semideuses glorificavam com muito júbilo as atividades do Senhor.

Ao chegar a Ayodhya, o Senhor Ramacandra ficou sabendo que, em Sua ausência, Seu irmão Bharata comia cevada preparada em urina de vaca, cobria Seu corpo com casca de árvores, usava mechas de cabelo entrelaçadas e deitava-se sobre uma esteira de kusa. O misericordiosíssimo Senhor muito lamentou isto.

Ao compreender que o Senhor Ramacandra retornava à capital, Aydhya, o Senhor Bharata imediatamente pôs sobre Sua própria cabeça os tamancos do Senhor Ramacandra e saiu de Seu acampamento em Nandigrama. O Senhor Bharata fazia-Se acompanhar por ministros, sacerdotes e outros cidadãos respeitáveis, por músicos profissionais que vibravam melodias agradáveis, e por brahmanas eruditos que cantavam alto os hinos védicos.

Seguindo o cortejo, havia quadrigas puxadas por belos cavalos cujos arreios tinham rédeas de ouro. Essas quadrigas estavam decoradas com bandeiras bordadas a ouro e com outras bandeiras de vários tamanhos e formatos. Havia soldados usando armaduras de ouro, servos portando noz de bétel, e muitas prostitutas belas e famosas. Muitos servos seguiam a pé, carregando uma sombrinha, abanos, diferentes qualidades de jóias preciosas, e outra parafernália digna de uma recepção real. Acompanhado dessa maneira, o Senhor Bharata, com Seu coração tomado de êxtase e Seus olhos rasos d’água, aproximou-Se do Senhor Ramacandra e, em grande amor extático, caiu a Seus pés de lótus.

Após apresentar os tamancos diante do Senhor Ramacandra, o Senhor Bharata, permaneceu de mãos postas, com os olhos cheios de lágrimas, e o Senhor Ramacandra banhou Bharata com Suas lágrimas enquanto O abraçava demoradamente com ambos os braços. Acompanhado de mãe Sita e Laksmana, o Senhor Ramacandra ofereceu então Suas respeitosas reverências aos brahmanas eruditos e às pessoas mais velhas da família, e todos os cidadãos de Ayodhya prestaram respeitosas reverências ao Senhor.

Os cidadãos de Ayodhya, ao verem seu rei retornando após longa ausência, ofereceram-Lhe guirlandas de flores, agitaram seus mantos e dançaram em grande júbilo.

Ó rei, o Senhor Bharata carregava os tamancos do Senhor Ramacandra, Sugriva e Vibhisana carregavam um abano e um excelente leque, Hanuman carregava uma sombrinha branca, Satrughna carregava um arco e duas alvajas, e Sitadevi carregava um cântaro que estava cheio de água dos lugares sagrados. Angada carregava uma espada, e Jambavan, o rei dos Rksas, carregava um escudo de ouro.

Ó rei Pariksit, logo que o Senhor sentou-Se em Seu aeroplano de flores, com as mulheres oferecendo-Lhe orações e recitadores glorificando Suas características, Ele parecia a Lua rodeada por estrelas e planetas.

Em seguida, tendo recebido as boas-vindas de Seu irmão Bharata, o Senhor Ramacandra entrou na cidade de Ayodhya em meio a um festival. Ao adentrar-Se no palácio, Ele ofereceu reverências a todas as mães, incluindo Kaikeyi e as outras esposas de Maharaja Dasaratha, e especialmente à Sua própria mãe, Kausalya. Ofereceu, também, reverências aos preceptores espirituais, tais como Vasistha. Amigos de Sua própria idade e amigos mais jovens adoraram-nO, e Ele respondeu às suas respeitosas reverências, e essa mesma atitude foi também tomada por Laksmana e mãe Sita. Dessa maneira, todos eles entraram no palácio.

Ao verem seus filhos, as mães de Rama, Laksmana, Bharata e Satrughna imediatamente levantaram-se, como corpos inconscientes que recuperam a consciência. As mães puseram seus filhos em seus colos e banharam-nOs com lágrimas, aliviando-se assim do sofrimento causado pela longa separação.

O sacerdote ou mestre espiritual familial, Vasistha, providenciou para que o Senhor Ramacandra cortasse o Seu cabelo, e então Se livrasse de Suas mechas emaranhadas. Depois, com a cooperação dos membros mais velhos da família, ele realizou a cerimônia de banho [abhiseka] do Senhor Ramacandra, utilizando a água dos quatro mares e outras substâncias, do mesmo modo que ela fora realizada para o rei Indra.

O Senhor Ramacandra, tendo se banhado e estando com Sua cabeça raspada, vestiu-Se com muito esmero e estava decorado com uma guirlanda e jóias. Assim, Ele brilhava refulgentemente, cercado por Seus irmãos e esposa, que usavam roupas e adornos de padrão semelhante.

Estando satisfeito com a plena rendição e submissão do Senhor Bharata, o Senhor Ramacandra aceitou então o trono do Estado. Ele cuidava dos cidadãos exatamente como um pai, e os cidadãos, estando completamente dedicados a seus deveres ocupacionais determinados pelo seu varna e asrama, aceitaram-nO como seu pai.

O Senhor Ramacandra tornou-Se rei durante a Treta-yuga, porém, devido ao Seu bom governo, era como se as pessoas estivessem na Satya-yuga. Todos eram religiosos e completamente felizes.

Ó Maharaja Pariksit, ó melhor da dinastia Bharata, durante o reinado do Senhor Ramacandra, as florestas, os rios, as montanhas e colinas, os Estados, as sete ilhas e os sete mares estavam todos propícios a suprir com as necessidades da vida de todos os seres vivos.

Quando o Senhor Ramacandra, a Suprema Personalidade de Deus, era o rei deste mundo, todos os sofrimentos mentais e físicos, doenças, velhice, pesar lamentação, angústia, medo e fadiga eram completamente ausentes. Nem sequer havia morte para aqueles que não a queriam.

O Senhor Ramacandra fez o voto de aceitar apenas uma esposa e não ter vínculos com nenhuma outra mulher. Ele era um rei santo, e tudo em Seu caráter era bom, não estigmatizado por defeitos, tais como a ira. Ele ensinou bom comportamento a todos, especialmente aos pais de família, tomando como base o varnasrama-dharma. Destarte, por meio de Suas atividades pessoais, Ele ensinou ao público em geral.

Mãe Sita era muito submissa, fiel, tímida e casta, compreendendo sempre a atitude de seu esposo. Assim, com seu caráter, amor e serviço, ela atraiu por completo a mente do Senhor.

“Assim como o Senhor Ramacandra é o esposo ideal, mãe Sita é a esposa ideal. Tal combinação torna a vida familiar muito feliz. Qualquer que seja o exemplo que um grande homem estabeleça as pessoas comuns seguem-no. Se os reis, os líderes, e os brahmanas, os preceptores, pusessem em prática os exemplos apresentados na literatura védica, o mundo inteiro viraria o céu; de fato, não mais haveria condições infernais neste mundo material

(Srila Prabhupada, significado Srimad-Bhagavatam, Canto 9, Capítulo 10, verso 55)

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